terça-feira, 28 de abril de 2009

Rumo aos Jogos Olímpicos de 2016 de metrô... não rola!




Estou assaz animado para escrever sobre o assunto de hoje, é algo que consegue me deixar muito atordoado e descrente com a nossa sociedade política. A notícia de ontem mais engraçada a meu ver, foi a visita do COI (Comitê Olímpico Internacional) pra analisar a viabilidade da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos de 2016. Um dos fatores que serão analisados pela comitiva é o transporte público, em particular a rede metroviária do nosso município. Acontece que o Metrô na mão da Metrô Rio está uma porcaria, é cheio quase que o dia todo sendo que no horário de rush torna-se pior ainda a aventura de adentrar num vagão daqueles.

Creio que se depender dos transportes públicos cariocas pra ganharmos o direito de promover os Jogos Olímpicos ou qualquer outro tipo de evento de porte internacional como este, o Rio de Janeiro está largado à própria sorte. Só por questões espirituais ou outras que o sejam pra nos permitir empreender algo desse porte. Tudo no Brasil é privatizado, mas nada funciona. Creio que pra não funcionar, que fosse tudo do Estado como o era antigamente. Os trens suburbanos são péssimos, o metrô péssimo é! As barcas, nem se fala. O superintendente da Barcas SA. declarou no jornal O Globo que as pessoas devem escolher outro tipo de transporte que não sejam as barcas. ??????? Não consigo entender tal afirmação, qualquer empreendedor gostaria que a demanda pelos seus produtos ou serviços aumentasse, ele procuraria aumentar o poder de oferta de tal produto ou serviço para poder atender à demanda. E se isso fosse sazonal, é pra isso que existem os contratos de prestação de serviços por prazo determinado. Seria só contratar mão de obra por um dado período, e o dinheiro iria tilintar nas caixas registradoras como desejável.


A meu ver, nem com todo o apoio do cidadão carioca a Copa do Mundo teria condições de vir para o Rio de Janeiro, tampouco para o Brasil. Nossas necessidades de investimentos são outros, precisamos de moradia, emprego, bons salários, segurança pública entre outros serviços públicos. Os administradores das barcas, dos trens e dos metrôs ficam no aguardo do Estado adquirir novos veículos para o transporte de passageiros. Dizem eles que a culpa da má prestação desses transportes públicos deve-se à falta de investimentos, os quais traduzem-se em não existirem veículos suficientes para prestar um bom serviço. Não seriam eles que deveriam investir nos nichos de mercado nos quais eles se inseriram? O dinheiro deveria ser por eles captado, para que eles pudessem investir e daí então, terem o direito de cobrar pela prestação de um bom serivço público. Se não for dessa maneira, pra que então privatizar? Fica aqui a pergunta no ar...

Rumo aos Jogos Olímpicos de 2016 de metrô... verdadeiramente não rola! Nem que o Brasil inteiro se vista de verde e amarelo pra ficar presepando para os digníssimos consultores do COI, como bem pediu o senhor Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Até o próximo post. ;-)


domingo, 26 de abril de 2009

A família também faz parte do mandato...

Pois é, até quando vamos ter que ouvir pessoas tão ridículas falando coisas também ridículas na televisão, e o pior que esses ridículos são pessoas que deveriam ser da mais ilibada reputação e defensores dos direitos da maioria e não da minoria, como acontece na "democratura" brasileira.

Eu acho que os amados leitores já tem noção do que se trata o "post" de hoje. É sobre o lamaçal das passagens de avião que acometeu (mais uma vez) o Parlamento brasileiro. Eu estava vendo a GloboNews entrevistando entre outros, o nobre deputado Fernando Gabeira. O Deputado afirmou que, para brigar por uma prática antiga e já incorporada à história do parlamento brasileiro, se declarou culpado por fazer uso pessoal das viagens de avião pagas com dinheiro do contribuinte. O jornalista estava com mais dois historiadores que, numa visão bastante pessimista, disseram não esperar nehuma mudança no Congresso Nacional após o famoso "esquecimento" da mídia e da população, como sempre ocorre. Lembraram pois estes historiadores, que temos um presidente cassado pela primeira vez no Brasil ocupando um cargo no Senado Federal, e que recebe elogios os mais deleitosos do não menos famoso atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pois bem, a tão comum prática do clientelismo e coronelismo continua entranhada no coração da política brasileira e nada se faz para espurgar este mal de Brasília.

Até quando vamos aceitar viver com míseros quinhentos e poucos reais de salário mínimo, quando o Dieese afirma que o necessário seria de mais de dois mil reais para suprir tudo o que a Constituição Brasileira afirma ser de direito do cidadão brasileiro? Até quando vamos ver "imbecis" travestidos de representantes do povo dizendo em rede pública de televisão que a "família faz parte do mandato"? Ora, pois para isto que se criaram os blocos de apartamentos funcionais com não menos de 100m². Isto foi feito para que a família do Deputado ou Senador ficasse próximo a ele, e não viajando pra lá e pra cá como se funcionários públicos os fossem.

Mais uma vez, o povo brasileiro é aviltado em seus direitos. Mais uma vez, somos meras marionetes para alavancar a ascensão de pessoas corruptas e inescrupulosas que só vivem para sustentar a sua vaidade e avareza, esquecendo-se completamente de quem os políticos são, o que eles representam e de quem são empregados. Agem como se tudo fosse deles e nada da nação fosse, dormem nas sessões plenárias, distribuem comendas sem nenhum critério, declaram instituições como de caridade pra lavagem de dinheiro público entre outras coisas que não relevantes para a nação, não ajudam de forma nenhuma o cidadão brasileiro e tampouco contribuem para o senso de civismo do povo. Depois, querem saber por que tanto se sonega neste país... resposta simples pra esta pergunta. Pra que pagar impostos, se eles serão desviados para os bolsos dos políticos? Melhor deixá-los em nossos bolsos mesmo, portanto... vamos fazer um movimento pela sonegação de impostos no Brasil. O povo brasileiro só agirá com seriedade se os nossos representantes legais agirem da mesma forma para conosco e para o país.

E a família, aonde fica ela? Mergulhada na lama até o pescoço, quando um político diz em cadeia nacional de televisão que ela também faz parte do seu mandato. Abaixo o Congresso Nacional, abaixo a hipocrisia humana. Abaixo o Supremo, o Senado e todos esses "engravatados" que se escondem em seus ternos e togas para ludribiar, enganar e escrachar a população brasileira tão sofrida. A família, esta também faz parte do mandato... aff!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Andar ou não andar de trem, eis a questão.

Olá novamente. Fazia tempos que eu não escrevia, não vou divagar aqui sobre os motivos para tal lapso. Somente me aterei a ESCREVER! rs.

Hoje eu quero comentar sobre a imagem mais aterradora da semana nos noticiários de televisão, aquele furo de reportagem que mostra as feridas de um povo e dá um grande ibope. Quero falar aqui dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, que já faz uns 10 anos mais ou menos que foi entregue pelo governo "de mão beijada" na época para uma empresa de nome "Supervia". O mais estranho é que na época saiu, se não me engano, reportagens denuncistas no jornal O Globo sobre o fato dessa tal de Supervia ser uma empresa "virtual", ou seja, tal empresa só existia no papel (Junta Comercial e Fazenda Federal) mas não tinha sede física. Os trens metropolitanos do Rio de Janeiro eram geridos na época pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal SA), depois passaram para a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e mais tarde, às mãos da bendita Supervia virtual.

O que os usuários veem é que esta empresa não consegue dar conta da grandiosidade que é o transporte de massa numa metrópole, não respeitando horários de saída dos trens tampouco os intervalos de uma composição à outra, numa questão da razoabilidade para que os usuários do sistema de trens possam ter a oportunidade de se locomoverem para seus trabalhos e casa numa fração de tempo não muito grande. Pois bem: na prática o que vemos é que esta empresa está colocando várias composições bem velhas para circulação pelos ramais (no meu caso, seria o ramal de Japeri) com excesso de barulho, bancos desconfortáveis (haja coluna), portas que não se fecham para a segurança do usuário e lonas de freio que se queimam durante o trajeto (o fedor é insuportável!). Lembro-me que na gestão da ex-governadora senhora Garotinho (Rosinha Mateus) a luz que alimenta todo o sistema de trens elétricos foi suspensa (cortada) pela concessionária carioca (Light). Imaginem só o absurdo! Trem elétrico sem luz... verdadeiramente, isso não pode! O que aconteceu então? A ex-governadora supra-citada utilizou-se do ICMS para fechar contas com a Light e fazer o pagamento da luz consumida pela Supervia. Pergunta-se: não são cobradas passagens para o ingresso de usuários às estações a fim de fazerem uso de tal sistema de transportes de massa? E para onde vai esse dinheiro, será que a Supervia é uma empresa "deficitária"? E se a resposta a essa pergunta foi verdadeira, alguém já ouviu falar de capitalista que investe em algum ramo de negócio que não seja para auferir lucros? Eu nunca ouvi tal conto de fadas, creio que nem nos livros de historinhas existe algo tão absurdo assim.

E fora todas as mazelas que citei nos parágrafos anteriores (isso sem falar nos camelôs que querem andar com isopores cheios de cerveja e refrigerante no trem, e isso no horário de rush que mal cabem as pessoas dentro; isso sem falar na indelicadeza dos tais camelôs que nos dão verdadeiros encontrões com seus isopores e mochilas pesados e nem pedem desculpas; isso sem falar que se a gente reclamar eles nos enfiam a "porrada" e por aí vai), ainda tivemos que acompanhar pelo noticiário da Rede Globo de Televisão cenas típicas de um estouro de boiada numa fazenda, na qual bichos são chicoteados até que entendam a vontade de seus donos e façam o que eles querem. Essa cena estapafúrdia foi a de um conjunto de Atendentes da Supervia (ou seja, prepostos da companhia) espancarem sem dó nem piedade aos usuários do trem durante a greve dos ferroviários. Acontece que no Rio de Janeiro, a maior parte das pessoas que lá trabalham não ganham o suficiente para lá morarem (tirando-se aquele que se sujeitam a morar em favelas) e acabam tendo que morar no entorno do município do Rio, que é a Baixada Fluminense. E pra essas pessoas, a passagem de ônibus torna-se muito cara por ser do tipo "intermunicipal", ou seja, ou se locomovem de trem ou não conseguem arrumar trabalho na capital. Isso tudo quer dizer que no dia-a-dia dos trens metropolitanos, as composições já andam superlotadas nos horários de rush. Imagine esse povo todo tentando ir para o seu trabalho num período extraordinário de greve dos maquinistas, que proporcionaram o decréscimo no número de composições a circularem e na quantidade de ramais atendidos... virou o caos total! E o que aconteceu então? Bem, a Rede Globo estava fazendo uma cobertura para o RJ TV (é o jornal local que começa às 6:30hs e termina às 7:10h da manhã), se não me engano, sobre a greve dos trens e o prejuízo para os usuários quando o cinegrafista profissional filmou um flagrante de agressão pelo pessoal de apoio da Supervia aos usuários que se expremiam na composição, na tentativa de fecharem as portas para o seguimento da viagem com segurança. Esses "profissionais" que tem por missão orientar os usuários no bom uso da rede ferroviária deram socos e potapéis nos usuários, alerem de chicotadas com a cordoalha dos apitos e crachás que utilizam para a sinalização e identificação funcional. A cena foi grotesca, duma covardia gritante, de causar indignação em qualquer cidadão de bem.

Depois disso tudo, a Rede Globo fez várias entrevistas com o presidente da empresa Supervia, o qual disse desconhecer totalmente denúncias de abuso e autoritarismo da parte de seus subordinados. Isso depois do repórter do jornal afirmar que, rotineiramente, os usuários dos trens metropolitanos fazem reclamações sobre a deficiência na prestação do serviço de concessão pública feito pela empresa Supervia. Também fico aqui raciocinando na minha pequenez como é que só tem trem novo para ser utilizado quando o governo do Estado faz a aquisição dos mesmos, ou só se reformam as composições antigas quando o governo do Estado libera verbas para tal. Desse jeito, eu vou querer para mim a concessão do serviço ferroviário carioca, pois com o dinheiro dos outros é muito mais fácil gerir qualquer tipo de negócio. Governador Sérgio Cabral, me passa a concessão dos trens, por favor... rs!

Andar ou não andar de trem, eis a questão!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Final de ano... cartilha PROCON-BH


Final de ano está aí, não é? Décimo terceiro na mão, algumas BOAS empresas contribuem até com um décimo quarto salário (legal, não?) e todo mundo indo às compras pra poder presentear os amigos e familiares. No quesito informática, publico neste post uma cartilha do PROCON-BH (Belo Horizonte, Minas Gerais) orientando os consumidores como procederem quando da compra de computadores, que sejam eles novos ou usados. Achei muito legal esta cartilha e a publico aqui para a orientação de meus amigos leitores. Abraços a todos os amigos, e ainda nos veremos antes do findar do ano aqui no meu blog com a Retrospectiva de 2008... rs!

MICROS COMPUTADORES

O computador já ultrapassou a destinação empresarial, de trabalho em rotinas de controle de estoque ou cadastro. Seu uso hoje é comum em escolas públicas e nos lares de classe média, em atividades de lazer e pesquisa. É também ferramenta para as tarefas do dia a dia, auxiliando inclusive no controle do orçamento doméstico. O PROCON-PBH elaborou esta cartilha para ajudá-lo na aquisição do seu equipamento de informática.

PROBLEMAS MAIS COMUNS NA COMPRA DO COMPUTADOR OU OUTRO EQUIPAMENTO NOVO

  • Descumprimento do prazo de entrega;
  • Equipamento entregue sem as características técnicas vendidas;
  • Equipamento com software já instalado sem entrega de certificados, meios magnéticos e manuais;
  • Equipamento vendido sem instalação;
  • Ausência de instruções em português;
  • Equipamento entregue sem lacre;
  • Equipamento inadequado ao uso a que se destina;
  • Inexistência de peças de reposição;
  • Falta de assistência técnica.

    CUIDADOS QUE O CONSUMIDOR DEVE TER NA COMPRA DO EQUIPAMENTO

  • Exija sempre a Nota Fiscal e o Termo de Garantia, devidamente preenchidos no ato da compra, porque todo equipamento tem garantia de fábrica.
  • Confira se o termo de garantia e o manual do usuário estão em língua portuguesa e se as informações são claras.
  • Exija o cumprimento do prazo de entrega.
  • o consumidor deve tomar cuidado para não escolher um equipamento ultrapassado, porque os produtos de informática evoluem com uma velocidade constante. Consulte o manual do equipamento para conferir as características do produto.
  • Todo equipamento novo vem com software instalado, devidamente licenciado e com certificado de originalidade. Exija que isso seja cumprido.
  • O consumidor tem direito à instalação do equipamento em sua residência ou escritório, sem acréscimo no preço.
  • Em caso de dúvida quanto à escolha de um equipamento de informática, procure a orientação de um técnico de sua confiança.

    DIREITOS PREVISTOS NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

    Arrependimento
    Na compra de produto ou serviço fora do estabelecimento comercial (reembolso postal, anúncio em revistas, TV, jornais, telefone, etc), o consumidor tem 7 dias para se arrepender e tem direito à devolução do valor pago.
    Peças de Reposição
    O fabricante ou importador deve garantir peças para reposição enquanto o produto estiver à venda e durante sua vida útil.
    Cobrança de Dívidas
    Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
    Cobrança indevida
    O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.

    COMO PROCEDER EM CASO DE DEFEITO NO PRODUTO

    Se o produto apresentar defeito, o consumidor poderá reclamar para o vendedor, importador, fabricante ou prestador de serviços. O prazo para o fornecedor corrigir o defeito é de 30 dias, depois deste prazo o consumidor pode optar entre a troca, devolução do valor pago ou redução proporcional do preço. O prazo para reclamar de produto ou serviço não durável é de 30 dias e de 90 dias para os duráveis. Os prazos são contados a partir do recebimento do produto ou término do serviço. Se o defeito não for evidente, o prazo começa a partir de sua identificação.

    ATENÇÃO: UM PRODUTO NÃO É CONSIDERADO DEFEITUOSO PELO FATO DE OUTRO DE MELHOR QUALIDADE OU MAIS MODERNO TER SIDO COLOCADO NO MERCADO

    CUIDADOS QUE SE DEVE TER NA COMPRA DE EQUIPAMENTO USADO

  • Antes de comprar um equipamento usado, o consumidor deve verificar se ele não está ultrapassado para as suas necessidades.
  • Todo equipamento usado tem garantia de 90 dias, mesmo quando comprado de pessoa física

    ­ Exija um recibo de compra e venda do produto para exercitar seu direito de garantia

    EXPANSÃO DA CAPACIDADE DO COMPUTADOR

    A expansão da capacidade de um computador, bem como sua atualização, pode ser conseguida pela troca das placas que o compõe. Este serviço deve ser executado por um profissional qualificado e também está sujeito à garantia, assim como todos os serviços de manutenção. As peças usadas para atualizar o computador devem ser compatíveis com o restante do equipamento. Em alguns casos, quando se trata de equipamento ultrapassado, faz se necessária a troca de todas as placas.

  • PRODUTOS CONTRABANDEADOS

    Os equipamentos de informática são os preferidos pelos contrabandistas, e normalmente o consumidor se deixa levar pelo preço mais em conta que eles oferecem, em razão da sonegação de impostos.
    O consumidor deve ficar atento pois estes produtos de procedência duvidosa não são reconhecidos pelo fabricante e não tem assistência técnica autorizada. A única garantia de proteção que o consumidor tem é se o termo de garantia original de fabrica estiver em português, o que prova que o equipamento foi legalmente importado. Neste caso, ele terá direito à assistência técnica.