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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Educar ou não educar, eis a questão.


Pois é, quem diria que um dia eu viria a ser um educador. Eu, bem... nunca me imaginei como um. Gosto muito de estudar, de buscar conhecimentos, mas nunca aventurei-me em tentar passá-los a outrem quem quer que sejam. Como vocês já viram bem escrito no meu perfil, atualmente milito profissionalmente como docente do SENAI/RJ, ministrando treinamentos em Informática Administrativa, Hardware de PCs e Redes de Computadores em Sistemas Microsoft. Portanto, tenho tido trato no SENAI tanto com adolescentes assim como adultos e os da "melhor idade".
Digo a vocês que tem sido uma "aventura" muito deleitosa esta de educador. Já havia militado "de leve" na área, exercendo a função para meu ex-patrão (o engenheiro Laércio Vasconcelos) em seu escritório sito no Edifício Avenida Central, na Av. Rio Branco, centro comercial do Rio de Janeiro. Devo a este homem as instruções de como portar-me em sala de aula, de como ter um bom trato com nossos "clientes" alunos, de como dar uma boa "aula" de Montagem de Computadores PCs entre outros treinamentos. Mas eu não vivia só disso, não dispunha do meu tempo somente para este fim e no durar de todo um dia. Já atualmente, esta tem sido minha atividade fim e o dispensar de todo o meu tempo de labor.
Estranho dizer que, mesmo quando não estou naqueles "melhores dias" de minha vida, me transformo por inteiro quando em sala de aula estou. Todos os problemas me vão embora da mente, e sinto um "saboroso" prazer em ver os olhos que brilham quando do exitoso entendimento da mensagem por mim dispensada ao meu aluno. Realmente, estes têem sidos mágicos momentos vividos por mim. A pessoa do Marcio dá lugar a do professor Marcio, por que não dizer "do tio Marcio"... rs!
Pois é... EDUCAR OU NÃO EDUCAR, EIS A QUESTÃO. Digo que devemos sim educar uns aos outros, que devemos nos ajudar e ajudar a outros que se tornem cidadãos de bem, pessoas alafabetizadas digitalmente, pessoas moralmente corretas, de bons hábitos e costumes. Essa é, a meu ver, a verdadeira MISSÃO do docente: formar CIDADÃOS. Pessoas capacitadas técnica e moralmente, e devidamente conscientes de seu potencial transformador.
Portanto, meus queridos leitores, se a questão está em educar ou não educar, respondo que é melhor educar para o bem do que abandonar à própria sorte para o mal.
Educar ou não educar, esta é verdadeiramente a maior e mais profunda de todas as questões morais e éticas de uma comunidade cidadã. Não devemos nunca nos furtar a educar a outrem, pois é água que sai da fonte para matar a sede do sedento, maná que vem para saciar a fome do faminto.
De antemão, venho aqui pedir a todos minhas escusas por não haver feito nenhum post recentemente, mas tenho andado por demais atarefado lá no SENAI, na faculdade e andei tendo uns problemas familiares por conta de doença de parente do meu maior apreço. Portanto, aguardem novas e interessantes postagens no meu blog.
Até a próxima e fiquem todos na paz do bom Deus.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sobram empregos, faltam pessoas qualificadas.

Bem...
Tem este blog a tentativa de poder refletir sobre fatos do cotidiano, tecnologia, minhas emoções e tudo o mais que eu acha que seja importante para compartilhar com as pessoas, ou seja, vocês! ;-)

Tenho pensado muito sobre as reportagens que saem com freqüência no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão sobre assuntos de empregabilidade... é muito triste num país tão grande e rico como o Brasil, ver a todo o instante esse tipo de discussão acontecendo. Ainda no findar do governo militar do João Baptista de Figueiredo existia a obrigatoriedade da formação do antigo segundo grau, atual ensino médio, concomitante com uma formação técnica. Não se concebia nesta nação um jovem sem formação profissionalizante qualquer que fosse, coisa esta que vem acontecendo desde o nascimento do governo civil no Brasil. Liberdade às custas de miséria e pobreza, ignorância de muitos e avareza de alguns. Um país não cresce somente com letrados e com um povo empunhando, muitas vezes, diplomas de graduação superior conquistados de maneiras duvidosas e em instituições sem o mínimo de condições de ministrar os cursos os quais oferecem.Temos que investir na educação em todos os níveis, mas atualmente creio que deveríamos investir maciçamente na educação de nível técnico, educação esta que deveria continuar a ser oferecida junto à formação de ensino médio. As pessoas têm investido em graduações de nível superior sem sequer terem noção dos cursos que irão cursar, coisa esta que seria facilmente resolvida com a formação técnica de nível médio. As pessoas conheceriam melhor as áreas pretendentes, é claro, quando essa área fosse passível de ser ensinada a nível de ensino médio o que bem sabemos não ocorrer com todas as formações profissionais.

O que bem sei, e creio que a todos é muito visível é que, um povo sem cultura se lança à marginalidade, e essa marginalidade é mazela para uns mas fonte de lucros bem vultosos para outros. Por que não democratizar a leitura de um bom jornal que não sejam esses de cinqüenta centavos o exemplar, ou até de bons livros de literatura que fossem distribuídos como cestas básicas ao contribuinte, e não somente à população carente?
Leitura no Brasil é coisa para poucos, é muito dispendioso manter o hábito da leitura nesta nação de alguns poucos ricos e de uma maioria pobre e manipulada pela extremada ignorância do saber, tenho dúvidas se toda essa pobreza do nosso povo não é uma fonte muito lucrativa de negócios para alguns poucos brasileiros que costumam manipular os três poderes de nossa nação republicana, pois a democracia no Brasil é para poucos e a justiça, para aqueles que têm dinheiro para pagar por ela.

Pois é: falaremos aqui de tudo o que aflige nossa nação, a mim, a minha família, ao meu bairro, à minha cidade... falaremos de política, economia, tecnologia-assunto que eu gosto muito e domino, coração-poesias mil pois escrever é muito prazeroso e relaxante, entre outras coisas.

Acompanhem esses momentos de relexão diários, se o tempo assim me permitir, ou semanais ou...
Bem... acompanhem este pobre mancebo que gosta muito de falar e de escrever também em suas aventuras e desventuras pelo mundo da reflexão... é momento para refletir!
Até a próxima.