segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Apaixonados.



Apaixonados.

Assaz, paixão tão louca não contenho,
Me estremeço, ao ver-te ou saber que estás por perto.
Como um vulcão, labaredas arremeço,
E num suspiro, em tuas mãos eu me entrego.

Por Eros, vou desnudo em tua cama,
Queimando neste fogo, em pura chama.
O sexo, meu corpo, o coração,
Todos em fúria, sou luxúria, só tesão!

Batalhas entre corpos que se entranham,
Banhados por estrelas e luar.
Nas ondas, explosões em mares, ritos,
Nudez assaz divina, fogo a iluminar.

Açoitas as vontades e os desejos,
Nos teus lampejos sinto uma erupção.
Tesão inesgotável, louca busca,
No teu gozo me sacio, sou desejo, sou paixão!

Bem, espero que gostem desta poesia pra poder dar uma relaxada no meu blog.
Abraços e até a próxima.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Seu processo não é urgente para nós.

Olá, amigos leitores. Espero que estejam gostando dos meus escritos e por favor, eu vos peço que comentem cada tópico ao lê-lo.

Hoje eu quero conversar com vocês e quem sabe, até denunciar práticas muito comuns neste Brasil mas de cunho inaceitável. Tenho eu um processo de conversão de separação judicial em divórcio tramitando na primeira Vara de Família, na comarca do município de Nilópolis. Acontece que tudo o que se refere à justiça neste país é de uma morosidade tremenda, não importando que existam sistemas informatizados, internet pra estreitar distâncias entre outras coisas। Ao separar-me judicialmente de minha consorte em janeiro de 2006, não nos foi avisado pelos advogados de nenhuma das partes que, após decorrer um prazo mínimo legal do feito, deveríamos ir ao cartório de registro civil de pessoas naturais aonde nos casamos e pedir uma Certidão de Casamento atualizada com o registro do feito ocorrido em juízo, ou seja, a separação judicial. E pensou-se também que automaticamente, após o transcurso de um ano de separado judicialmente, seria nossa separação convertida em divórcio. Pois bem: ledo engano. Só no ano de 2007 é que eu fui verificar que deveríamos dar entrada novamente na vara de família a uma ação de conversão de separação judicial em divórcio, e isso quando ambas as partes desejam tal feito. Eu soube que já tramita algo no Senado pra tentar acabar com essa "burrocracia", ou seja, quando alguém quiser separar-se já será automaticamente o feito convulado (transformado) em divórcio. Nos pensamentos antigos dos nossos doutores em direito, lutava-se pela continuação da família a qualquer custo que fosse, ou seja, devemos continuar casados tão somente pra alegrar a sociedade que nos cerca, independente que as partes não mais se amem e/ou se respeitem.


Isso é outra conversa: vamos continuar no feito que nos interessa que é a conversa do título desta postagem. No decorrer de 2007, eu constituí um advogado para dar entrada nessa parte final do processo, que é a conversão em divórcio da minha separação e poder dar entrada no cartório em minha "Carta de Auforria". Eu tenho desejado muito mudar-me para outras bandas, outros estados, e não posso deixar nenhuma pendência que exija a minha locomoção ao estado do Rio. Então estava eu no aguardo de uma citação à mãe de minhas filhas por um oficial de justiça, segundo fala do Dr. Juiz no processo, desde 14 de dezembro do ano passado. Veio esta citação acontecer somente agora em janeiro de 2008, transcorrendo um mês da fala do Dr. Juiz. Pois bem: o prazo para a outra parte falar no processo dizendo se aceita o divórcio ou não só passa a "valer" depois que seja feita a "juntada" da citação assinada pela minha ex-consorte, ou seja, depois que tal documento venha a fazer parte integrante do processo formalmente. Fui eu ao Fórum de minha comarca então na quinta-feira passada agora (24/01/2008) e qual não foi meu estarrecimento quando, muito mal atendido por uma serventuária do cartório da primeira vara de família a qual não anotei o nome, fui informado de que tal juntada dar-se-ia num prazo mínimo de três semanas após o recebimento do documento pelo cartório, fato este que deu-se neste dia 24 de janeiro. Pedi pra fazer vistas ao processo por ser parte integrante do mesmo, e tal serventuária ficou a negar-se de proceder a tal feito peguntando do que resolveria eu fazer vistas no processo. Argüí com tal senhora que era meu direito e que gostaria de ver meu processo independente do que ela pensasse, e de muito mal grado ela dirigiu-se a uma salinha e voltou com meu processo em mãos.

Estarrecimento dois!!! Após dialogar com tal funcionária pública, cujo salário ajudo a pagar com meus tributos, sobre a morosidade de fazer-se a juntada de um único documento a um processo (disse-me ela que transcorreria um prazo de três semanas pra que tal feito ocorresse, pois meu processo estava na "fila" 17, e que atualmente estavam trabalhando na "fila" 7????), disse-me a "de cujus" que um processo de divórcio NÃO É URGENTE PARA ELES!!! Que existem outras coisas mais urgentes numa vara de família...

Estarrecimento três: creio que todos os que fazem uso da justiça o façam não por não terem nada melhor a fazer, mas por extremada necessidade. E também creio que a todos o seu feito seja da maior urgência, não havendo necessidade da serventuária pública destratar alguém por conta disso pois em nenhum momento a destratei com nenhuma mudança no tom de voz ou direcionamento de quaiquer impropérios que fosse a tal senhora. Fico muito triste de existirem leis no Brasil que coíbem um cidadão civil em pleno gozo de seus direitos, de destratar por qualquer forma ou jeito um funcionário público mas não existir a reciprocidade quanto ao mesmo ato, quando direcionado da parte desses serventuários ao contribuinte. Senhores legisladores: vamos repensar as leis do funcionalismo público, pois devemos deles o mesmo respeito e carinho que eles esperam de nós. Só pra finalizar: fiz uma reclamação formal de tal fato à Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e responderam eles que estarão acompanhando o meu processo e investigando tal coisa. Espero poder vir a público novamente, mas agora para agradecer a prestimosidade da Ouvidoria do TJ/RJ em dar atenção e o devido acompanhamento ao meu feito, coibindo tais abusos da parte de quaisquer servidores que sejam. Ninguém merece ser destratado, ainda mais quando fazemos uso da justiça para tentar corrigir erros nossos que já nos aborrecem por demais.
Esse será um novo "papo". Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A população agradece pelo asfalto.

Cá estou eu novamente a escrever. Gostaram do título??? rs...

Existe uma razão, e muito séria para o título acima. Como já disse anteriormente, eu resido em minha cidade natal que é Nilópolis, um município do estado do Rio de Janeiro que faz divisa por um lado com a cidade do Rio. Minha cidade tem de área habitada míseros 9 km2, sendo dividida pela linha férrea da Central do Brasil, ramal de Japeri. Atualmente ela é bastante conhecida por ser berço e lar da escola de samba Beija Flor de Nilópolis, uma das grandes campeãs do carnaval carioca e aonde imortalizou-se sem nem mesmo morrer, o grande carnavalesco Joãozinho Trinta.

Pois bem: creio que vocês devam estar pensando que administrar uma cidade tão pequena assim seja coisa muito fácil, mas não é. A cidade vive principalmente de seu insípido comércio local, sendo provida de duas agências dos Correios e vários bancos, sendo esses bancos os mais importantes do comércio do Rio de Janeiro. Nilópolis pertence a área denominada de Baixada Fluminense, área esta que já foi muito famosa pelos seus altos índices de criminalidade e coronelismo na política, mas acho que agora o município do Rio de Janeiro já venceu a disputa da violência. As cidades da Baixada eram conhecidas por serem chamadas de "cidades dormitório", pois a quase totalidade de sua população trabalhava no município do Rio. Atualmente, com a proliferação dos Shopping Centers essa realidade tem mudado e muito. Mas, no caso de Nilópolis, por conta de seu minúsculo tamanho isso não é uma realidade. O município depende e muito, dos repasses que vêem do estado e do governo federal oriundos de tributos recolhidos dentro de nossa cidade. Quer dizer: temos uma cidade muito mal conservada, poucos espaços de lazer público, deficiências no transporte urbano municipal e inter-municipal, uma pequena biblioteca, rodoviária mal conservada pelo governo do estado, FALTA d'água, independente do atual prefeito negar isso jurando de mãos e pés juntinhos entre outras mazelas.

Mas, quanto ao título desta matéria, me entristece ver que quando somos supridos de algum serviço público pelo qual já pagamos de muito tempo, somos obrigados a ver estúpidas faixas de ráfia pendurada pelos postes agradecendo por algum tipo de serviço que deveria nos ser prestado pelo simples fato de sermos contribuintes. Assim aconteceu com uma construção feita pela prefeitura em convênio com a CEDAE para a construção de uma casa de bombas, que em nada resolveu o problema da falta d'água no município. Se ninguém brigar pra ligar uma bomba d'água elétrica (e na madrugada, pois é quando a água está aberta), simplesmente esse alguém ficará sem água nesse verão escaldante do Rio de Janeiro (em tempo: a Light agradece e muito por isso!). Ficamos à mercê de altas contas de luz por termos que fazer o serviço que deveria ser feito pela CEDAE, que é a empresa responsável pelo fornecimento de água e serviços de saneamento no estado do Rio. Ela é quem deveria pagar pelo funcionamento de suas bombas d'água elétricas, que deveriam impulsionar a água para nossas caixas d'água frequentemente mas... cadê o asfalto?

Desculpem-me, são tantas mazelas que me perco... Estão asfaltando em meu município uma das avenidas principais, que tem seu fluxo de veículos vindo da divisa de Nilópolis com o Rio de Janeiro em direção ao grande município de Nova Iguaçu, também na baixada fluminense. É a avenida Getúlio de Moura. Pergunto eu: asfaltamento de ruas não é um serviço público? Serviços públicos não são pagos com dinheiro de tributos e impostos? Eu não paguei meus tributos e impostos quando recolhi o IPTU aos cofres públicos municipais, quando comprei o arroz e o feijão no mercado do bairro, quando comprei aquela bela camisa de malha de algodão na loja do meu bairro, entre outros ítens de consumo? Então... por que devo agradecer por um serviço pelo qual eu já paguei, e paguei caro e já paguei faz muito tempo? Alguém tem essa resposta pra me dizer, pois eu gostaria de saber.

Detalhe: normalmente (normalmente, repito) um asfaltamento de via pública é antecedido por uma máquina que faz a raspagem do asfalto antigo (que nessa via nem existia mais asfalto, mais sim buracos e costelas e barrigas e...) e depois é aplicado a nova manta asfáltica para que o serviço fique a contento e também, para que o asfalto seja contido em suas laterais pelo meio-fio da calçada. E sabem como as coisas são feitas em Nilópolis? Sabem? Eu respondo, fiquem calmos... O novo asfalto é deitado por sobre o velho, fazendo com que o meio-fio fique ABAIXO da manta asfáltica nova. Quem conterá esse asfalto, é o que você está perguntando? Rapaz, nem eu sei responder essa pergunta... perguntem ao prefeito ou ao secretário de obras. Só sei que já tem um trecho da via pública no qual já estão levantando o meio-fio para tentar equalizar as coisas (eu acho que o nome para isso chama-se RETRABALHO, se não me engano). Também sei que já estou vendo essa nova manta asfáltica arrebentar em suas margens laterais, por não existir nada que a contenha. Você também quer saber como é que ficam os bueiros e os ralos? Também não sei te responder, só sei que ficam abaixo do nível do piso asfáltico para que, talvez, possamos quebrar as suspensões de nossos veículos e ajudar na sobrevivência do mecãnico do bairro e sua família, do borracheiro da esquina, da casa de auto-peças...
Você quer saber quem mandou pendurar faixas de ráfia com a frase "Obrigado pelo asfalto, fulano, beltrano e ciclano." e ajudou a poluir visualmente a cidade? Tente descobrir quem foi com seu próprio intelecto, deixo aqui a pergunta no ar. Só sei que não fui eu!
Pois é: a população agradece pelo asfalto, senhores coronéis do meu Brasil varonil.
Até a próxima.

Telecomunicações para todos, já!!!

Olá a todos.
Hoje pude ler no jornal O Dia uma notícia que muito alegrou este pobre mancebo, e foi justamento no caderno de informática: o governador Sérgio Cabral irá implementar em todo o estado num prazo de 18 meses, com investimentos de mais de 40 milhões de reais, pontos de acesso à internet com cobertura de rede sem fio (wi-fi). A internet é sabidamente um divisor de águas no que tange ao acesso a informações em quantidades vultosas e tempo de acesso muito rápido, mas infelizmente de acesso muito dispendioso para a maioria da população. Esse projeto se iniciará em junho na orla de Copacabana, depois virá para a Baixada Fluminense aonde resido (diga-se de passagem municípios muito carentes da presença do poder público e com grande ênfase na política do coronelismo, ainda mais em Nilópolis que é a minha cidade natal) e, mais tarde extendendo-se a todo estado do Rio.

Essa notícia é muito boa, mas ainda não suficiente para atender à totalidade de nossa população e ao crescimento intelectual e econômico de nosso povo. Em qualquer lugar decente do mundo, telefonia é uma prestação de serviços assim como a luz e a água. Alguém aqui alguma vez pagou pra poder ter um medidor de consumo elétrico na sua residência ou comércio? E um hidrômetro pra medir o consumo de água? Então, porque temos que pagar pra poder ter uma linha telefônica instalada em nossas residências e comércios? Devemos sim, pagar pelos serviços que nos forem prestados a contento, e que nós venhamos a consumir efetivamente. As empresas com maior número de reclamações nos PROCONs da vida e nos órgãos de Defesa do Consumidor são as prestadoras de serviço, e mais ainda as empresas de telecomunicações. Elas costumam não nos prestar um bom serviço mas cobram com bastante eficiência, normalmente cobram até o que não consumimos. Para o Brasil desenvolver-se por completo, precisamos efetivamente ter acesso com facilidade a todos os serviços públicos, sejam eles concedidos ou não. Não adianta você implementar internet wi-fi pelo estado do Rio, até porque ela estará disponível de forma gratuita apenas nos pontos montados pelo governo, o que quer dizer que muitas pessoas que poderiam estar ganhando seu sustento sem nem sairem de casa não conseguirão ter acesso a essas máquinas por um tempo razoável, isso é: se conseguirem ter acesso a elas pois com certeza não serão numa quantidade suficiente para atender a todos. A população deve ter é a facilidade de adquirir seu computador PC como já está acontecendo através do programa PC popular ou PC para todos do governo federal, mas sendo que esse computador torna-se improdutivo sem o devido acesso à internet de banda larga o que ainda é muito caro, tanto residencial como comercial (por favor senhores governantes, não insistam em exigir que se montem PCs com placas de fax-modem, ninguém merece!!!). As tarifas das empresas de telefonia são muito caras inviabilizando a democratização das telecomunicações, mas devemos lembrar que o trabalho em casa evita os constantes engarrafamentos, o acúmulo de sujeira nas ruas, o excesso de emissão de gases tóxicos das descargas dos veículos e coletivos, e ainda melhora a qualidade de vida do cidadão, ou seja, a real difusão das telecomunicações no Brasil com a facilitação do acesso à internet de banda larga trará mais lucros do que prejuízos, sendo ainda muito mais ecológico e social.

Entrementes, quero aqui parabenizar o governador Sérgio Cabral por sua excelente iniciativa. Espero que o governo federal venha olhar com bons olhos para iniciativas como a sua e de outros governadores, e consiga verdadeiramente alavancar o desenvolvimento de nossa nação sem os altíssimos custos sociais que temos visto até agora, pois o Brasil quanto nação indiscutivelmente tem crescido, e isso não é de hoje. Já é um crescimento vindo de há muito tempo e que tem se refletido nos dias atuais, mas o que dizer do povo brasileiro que continua ainda miserável, marginalizado, recebendo salários aviltantes que não dão condições de sustento com decência e dignidade de uma pequena família, e ainda sendo sufocado por impostos e mais impostos como se ricos fôssemos...

Queremos ser ricos: de educação, cultura, saúde, dignidade... e não tão somente de responsabilidades. Para toda a ação, existe uma reação contrária. Se pagamos muitos impostos, queremos muitos serviços. Portanto, telecomunicações para todos já!!!!!

Até a próxima...