segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quer mudar de profissão? Cuidado com os enganos mais comuns.

O post de hoje foi retirado do site do amigo Iberê Campos (com os devidos créditos e autorização), técnico em eletrônica, jornalista, arquiteto e diretor técnico da revista PnP-www.revistapnp.com.br e do site da Thecnica Sistemas-www.thecnica.com. É sobre um assunto muito em voga ultimamente, que é sobre a pessoa achar que deva (e queira) mudar de profissão por pensar por A mais B que certa carreira está "bombando!". Em verdade, mudar o foco de uma carreira não é tão simples assim, não basta querer mas tem que existir uma vocação e um comprometimento muito forte com o que se quer trabalhar. Não é impossível mudar, mas árdua é esta tarefa com toda a certeza. Portanto, leiam, analisem, reflitam no texto e vamos fazer um Brasil mais pensante.


www.thecnica.com/dicas/texto.asp?src=a&Cod=218 (link original do artigo)

"Os tempos são difíceis, as coisas mudam a cada instante e, porque não admitir, todos nós estamos sempre mudando. A vida vai nos levando para rumos os mais variados, e chega uma hora em que todo profissional fica questionando se não é melhor mudar de ramo. Hoje é comum vermos médicos que viram cozinheiros, engenheiros que se tornam psicanalistas e técnicos de informática que viram advogados ou vice-versa. Além do motivo econômico, a principal causa destas guinadas está na busca por uma atividade mais prazerosa, que traga satisfação pessoal além do dinheiro. Especialmente para quem está pensando em mudar, selecionamos 10 dicas coletadas com especialistas em assessoria de carreira.
A intenção de publicarmos estas dicas é porque percebemos que muitos dos nossos leitores querem mudar para a área de informática como opção profissional, saindo de outras carreiras como funcionalismo público, comércio e outras.

O que podemos dizer é que a área de informática é promissora, mas a pessoa precisa gostar realmente. Exige muito estudo, dedicação e nenhuma preguiça para mudar de rumo a cada nova onda, pois nesta área as coisas mudam freqüentemente, talvez mais do que em qualquer outra, visto que os avanços em todas as áreas do conhecimento humano estão ligados intimamente à informática e, mais especificamente, à internet.

Mudanças na carreira nunca foram fáceis. Muita gente vai pensar que você ficou doido, os especialistas em carreira podem dizer que você nunca vai conseguir achar uma colocação e, se alguma coisa der errado, seus parentes (esposa?)virão com o famoso “eu te falei...”. Quer dizer que toda mudança é mal sucedida? Claro que não, aliás, como já falamos diversas vezes na Revista PnP. Num mundo que muda a cada instante, é normal que as pessoas adquiram novas habilidades e especializações e, eventualmente, acabem dando uma virada em sua vida profissional.

A maioria das profissões são escolhidas quando a pessoa é nova e inexperiente, muitas vezes sem saber ao certo em que barco está prestes a navegar. O que um jovem de 18 anos sabe, por exemplo, da vida de um engenheiro quando resolve cursar a faculdade de engenharia? E os que resolvem fazer medicina, será que sabem exatamente como é a vida de um médico? Nossa impressão é que a maioria das pessoas escolhe uma carreira partindo de sonhos ou idealizações, construídas com base em filmes e novelas de TV, com pouco embasamento na vida real.

Já vai longe o tempo em que as pessoas entravam numa carreira e sempre se aposentavam nela. Antigamente, um torneiro mecânico seria sempre um torneiro mecânico até o final de sua vida (apesar de ter havido exceções: um deles chegou à presidência da república).

Hoje em dia isto mudou. Os profissionais devem estar sempre atentos e prontos a escolher um novo rumo, principalmente os que têm talentos múltiplos, estão descontentes com sua ocupação atual ou estão numa posição onde seus talentos não são reconhecidos.

Seja lá por qual motivo, ao avaliar se convém mudar de carreira ou se já está em plena mudança, achamos importante ter em mente estes 10 conselhos que reputamos serem muito sábios, acompanhe:

1 – Nunca procure ocupação em outro ramo sem fazer uma boa prospecção

Nada é pior do que fazer uma mudança repentina e mal planejada. Certifique-se de que você não vai pular “da frigideira para o fogo”, ou seja, que não está escolhendo um novo ramo que seja tão ruim quanto o atual. Analise bem a nova carreira e faça uma auto-análise para sentir se é isto o que você realmente deseja.

2 – Não entre em carreiras de sucesso instantâneo mas que não sirvam para o seu caso

Você usaria uma calça que foi de seu irmão e que não lhe serve? Claro que não... Então, porque mudar para o mesmo ramo de trabalho só porque ele está se dando bem naquilo que faz?

Quando alguém comenta com um amigo ou parente que está insatisfeito com sua ocupação atual, acaba recebendo dezenas de sugestões e indicações do tipo “fulano está se dando muito bem, porque não faz o mesmo que ele?”
Ao invés de cair de cabeça nestas sugestões, dê-se algum tempo para considerar todas as alternativas até chegar à conclusão do que você realmente deseja. Se entrar num ramo só porque “está na moda” ou conhece alguém que se deu bem nele, estará aumentando em muito as chances de fracasso. Aliás, veja a dica a seguir:

3 – Não entre numa carreira só porque seus amigos estão se dando bem nela

Quando estiver pensando em mudar para algum ramo, consulte todo mundo que você conhece, peça indicações, leia tudo o que encontrar sobre aquilo, pesquise na internet. Em especial, procure e consulte seus colegas de escola, amigos e familiares – além de útil, pode ser agradável rever velhos conhecidos e conhecer diferentes pontos de vista.

4 – Não se fixe em coisas que você já tentou e falhou

Muita gente fica “dando murro em ponta de faca”, isto é, fazendo algo que de antemão já sabe não dar certo. Claro que a persistência é fundamental em qualquer carreira, mas uma seqüência ininterrupta de fracassos e decepções é sinal suficiente para perceber que algo deve estar errado. Se você teve a persistência necessária, mas não teve muito sucesso, significa aquele ramo de negócios não é bom você ou então você não serve para ele.
Nenhum demérito nisto, alguns nasceram para ser engenheiros e outros para ser artistas. Como diz aquela brincadeira, “cada um no seu quadrado”. A questão, apenas, é você conseguir descobrir qual é o seu “quadrado”, isto é, o ramo de atividade para o qual você tem habilidade e sente prazer de exercer. A este respeito, vide o tópico 5 a seguir:

5 – Não deixe que o dinheiro seja o fator decisivo

Não existe dinheiro que o recompense pela infelicidade de estar num emprego inadequado. Alguns têm aptidão natural para serem pacatos funcionários públicos, outros são empreendedores, isto é, aventureiros e desbravadores. Inverta os cargos e terá duas pessoas infelizes. A insatisfação no trabalho é a causa número 1 de estresse em adultos que estão em fase produtiva. E isto é ainda mais verdadeiro para aqueles que estão mudando de carreira, principalmente quando se está ganhando menos na nova atividade do que na anterior, situação normal logo ao início da mudança.

6 – Não guarde sua insatisfação consigo mesmo, e nem tente fazer a mudança sozinho

A satisfação pessoal deveria ser a prioridade número 1 para quem está mudando de carreira, e não o dinheiro. O dinheiro é a conseqüência natural de um trabalho feito com competência e entusiasmo. Isto, naturalmente, se você não resolver entrar num ramo que seja claramente inviável, como vender geladeiras para esquimós.
Quando perceber que está insatisfeito com sua atividade atual, esta é a hora de conversar com as pessoas. Seus amigos, familiares e colegas devem saber o que está acontecendo consigo, para poder ajudar mostrando novos caminhos ou simplesmente para consolá-lo durante os tempos difíceis que poderão acontecer, antes, durante e depois da mudança.
Nada como um ombro amigo para desabafar as mágoas, e não hesite em procurar ajuda profissional de um psicólogo ou psicanalista se for preciso.

7 – Não invista antes de fazer alguns testes no novo ramo

Nunca é tarde para voltar para a escola, nem para trabalhar como voluntário ou para arrumar emprego em um novo ramo. A idade pesa, mas sempre haverá colocações para pessoas competentes, dispostas e satisfeitas com o que faz.

Dizemos isto porque são boas maneiras de tomar contato íntimo com um novo ramo de atividade. Há muitas maneiras para certificar-se de que o ramo que você escolheu realmente é o que você pensava, algumas vão custar caro e outras são bem baratinhos.

Uma pós graduação ou cursar uma nova faculdade podem ser atitudes úteis para você saber se é aquilo mesmo que deseja, mas tudo isto custa caro e leva tempo, porém o mundo não vai ficar parado à sua espera. Assim, certifique-se do que você deseja antes de movimentar seus recursos de tempo e dinheiro.

8 – Muito cuidado ao utilizar agências de recolocação ou de procura de empregos

Por falar em tempo e dinheiro, aconselha-se fazer muita pesquisa antes de contratar uma agência de empregos ou empresa de recolocação (“headhunter”). Pergunte aos seus conhecidos que já estão no ramo onde você deseja entrar como chegaram lá, se utilizaram este tipo de serviço, e procure empresas de emprego ou de recolocação especializadas em mudança de carreira, e não apenas em arrumar colocação dentro do mesmo ramo onde a pessoa já trabalhou.

Por exemplo, sabemos de uma famosa empresa de recolocação, uma das maiores do ramo e que, obviamente, não citaremos o nome aqui, que é simplesmente um enorme engodo. Cobram uma taxa extorsiva de quem está desesperado em busca de emprego, e oferecem pouco ou quase nada em troca. Quando você reclama que não está conseguindo nada vêm com a desculpa de que “ora, se você não arrumou emprego é porque seu currículo não é bom o suficiente”. E já oferecem mais cursos, treinamentos e assessorias, só para tomar ainda mais dinheiro do incauto. Fique esperto!

9 – Não espere que um assessor de recolocação lhe diga para qual ramo você deve mudar

Os consultores de carreira são apenas facilitadores e devem seguir a sua liderança, não ao contrário. Eles podem ajudá-lo a descobrir sua vocação ou a perseguir seus objetivos, mas é você mesmo que precisará indicar a direção, fazer as pesquisas e tomar as decisões. Qualquer tentativa de forçá-lo a decidir-se por um ou outro ramo de atividade deve ser olhada com reservas.

10 – Não espere que a mudança vá acontecer do dia para a noite

Uma mudança de carreira pode demorar algo como seis meses, se você for muito bem sucedido, mas levará um ano ou mais na maioria dos casos. Pense nisto para programar seus investimentos, suas despesas e principalmente para controlar as expectativas. Quando estiver em dificuldades, procure pensar mais no que vai lucrar com a mudança do que com os contratempos e decepções. Pensamento positivo é importante!

Em suma...

A mudança de rumo profissional está entre as coisas mais revigorantes que você pode experimentar, em qualquer época. Quem já está na idade dos “entas” vai sentir-se jovem novamente, só que melhorado pela experiência de vida que acumulou desde então. Da nossa parte, sinta-se a vontade para perguntar, sugerir e fazer indicações, a Revista PnP está aqui justamente para ajudá-lo a entrar no ramo da informática e, para quem já está no ramo, a conseguir melhores resultados em sua atividade. Vamos lá, ânimo! As coisas podem estar meio paradas, mas sempre há lugar para quem quer trabalhar a sério."

Até o próximo post, nos aguardem. ;-)

É momento para refletir!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Criando senhas fortes.

Olá novamente, amigos leitores.
Estou dando seguimento a uma série de artigos sobre informática aqui no meu blog, apesar de contas eu milito na área de TI e não acho justo não transmitir a vocês os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo. Neste post eu quero falar com todos vocês sobre a necessidade, e de como criar as chamadas "senhas fortes" além de conversar spbre a necessidade de termos certas atitudes quando se trata de proteger a integridade dos nossos dados.

O que fazemos comumente quando temos que criar um email pessoal, fazer aquele cadastro no banco, acessar a nossa página pessoal no Orkut entre outras redes sociais e sites que pedem um "username" e senha? A preguiça manda que digitemos coisas do tipo abc123, ABC123, AbC123, 123456, data de nascimento, data do casamento, nossas iniciais ou até mesmo o próprio nome (marciobergami) entre outras lembranças. Acontece que tais senhas são facilmente "quebráveis" através de simplórios programas que irão fazer um pequeno cálculo matemático e gerar variadas combinações de letras e números, ou até mesmo através de uma simples "engenharia social", que vem a ser o ato de descobrir coisas de ordem pessoal de alguém e daí, gerar variadas combinações até descobrir a senha do usuário. Essa engenharia social pode ser até o simples ato de passar próximo ao computador do usuário, pois ele possui todas as suas senhas pessoais escritas em pequenos post-its (lembretes de papel coláveis) grudados no seu monitor de vídeo, no gabinete do PC, no teclado entre outros lugares. Eu sei que vocês irão dizer que são muitas senhas para variados atos sociais e profissionais, mas por enquanto não utiliza-se como lugar comum a biometria (leitura de impressão digital ou da íris) para o reconhecimento e autenticação da pessoa numa rede ou serviço de computadores. Portanto, devemos aprender então as boas práticas na geração e arquivamento de senhas pessoais a fim de não nos tornarmos tão vulneráveis a invasões por quem quer que seja.

O que torna uma senha forte é uma sequência de caracteres aleatórios, além de outros critérios tais como: possuírem 8 caracteres ou mais, sendo o ideal segundo alguns autores a presença de no mínimo 14 caracteres. Atentamos aqui para a liberdade de fazer uso da barra de espaço por alguns sistemas, o que permite ao usuário criar frases secretas como alternativa a senhas alfanuméricas (caracteres e números), sendo também mais fortes de serem memorizados. Um exemplo de tal afirmativa seria algo como "domingo eu vou ao maracanã", onde temos palavras separadas por espaço, e que formam uma frase inteligível pra nós e de fácil memorização. E se aqui combinarmos letras maiúsculas (caixa alta) com minúsculas (caixa baixa), números e símbolos (caracteres especiais)? Aí a senha ficaria o "supra-sumo" da segurança, algo como "D0m1ng0 eU V0u @O mAr@C@nA". Fizemos uso de letras maiúsculas, minúsculas, numerais e caracteres especiais, além de ser uma frase secreta de fácil memorização. Interessante, não acham...

Ressaltamos também que uma simples senha alfanumérica aleatória mas que seja longa, será mais forte que uma senha curta, mesmo que faça uso de qualquer caractere do teclado. Recapitulando, senhas ideais são aquelas longas, do tipo alfanumérica, alternando entre caixa alta e baixa, além de possírem caracteres especiais. Mas aí, peguntam vocês, a senha fica mais difícil de memorizar e eu disse que não devemos anotá-las. Uma inverdade essa afirmação, eu não disse que não devemos anotá-la mas sim, anotá-la e guardá-la num lugar seguro e não grudadas no monitor de vídeo, entre outros lugares expostos. É só guardá-la em segurança para momentos de esquecimento que ela continuará sendo segura, apesar de existirem programas gerenciadores de senha ou até mesmo o arquivamento num servidor na internet. Mas afirmamos que esta não é a melhor solução, guardá-la num meio físico "real" é muito mais seguro do que num meio físico "virtual".

Podemos criar uma senha forte através de frases secretas mas de uma maneira um pouquinho diferente, ela seria por exemplo a combinação das inicias da frase secreta (pass phrase). Um exemplo disso seria algo como: "Domingo eu vou ao Maracanã torcer pelo time que sou fã". Vamos anotar agora as iniciais de cada palavra: D E V A M T P T Q S F. Agora, vamos substituir alguns caracteres por caixa baixa, numerais e símbolos. Ficaria algo como: "D £ v @ 3 # p & Q 5 F". Juntando, temos: D£v@3#p&Q5F. Portanto, fizemos correspondência dos caracteres iniciais de nossa frase secreta com letras, números e símbolos, além de não deixar a nossa senha ficar muito curta. No site da Microsoft, temos um link de uma página que verifica a intensidade de segurança de uma senha. Testando a nossa, ela foi reportada como forte. Isso porque a mesma está com 11 caracteres, se a tornarmos com pelo menos 14 caracteres ela será reportada como uma senha do tipo "melhor", ou seja, bastante forte. Segue o link citado para que vocês mesmos testem as senhas criadas, e as implementem da maneira mais segura possível. www.microsoft.com/brasil/athome/security/privacy/password_checker.mspx

O que aprendemos até aqui? Que existem estratégias a seguir para gerar senhas bastante seguras e outras as quais devemos evitar a todo custo. E quais as que devem ser evitadas? Sequências ou caracteres repetidos, fazer uso de símbolos que repesentem com facilidade algum caractere (aquele exemplo que eu dei de a por @, por exemplo, é algo muito comum e fácil de lembrar mas não deixa de ser bastante seguro), devemos evitar o nome de login entre outras informações pessoais, não devemos fazer uso de palavras tiradas de dicionários ou escritas de trás para frente, ou até mesmo grafadas incorretamente mas com erros que são de lugar comum, ou seja, bastante previsíveis. Também devemos fazer uso de várias senhas e não uma única para todos os locais e serviços por nós acessados, se tal senha for descoberta toda uma gama de serviços dos quais fazemos uso estará comprometida. Também lembramos para que vocês tenham as suas senhas e/ou palavras secretas escritas em papéis, e não armazenadas de maneira eletrônica. Se alguém descobrir tal lugar de arquivamento, poderá ter acesso a todas as suas senhas. Deixem o bom e velho "papiro" ser o seu fiel guardião de senhas e frases secretas, contanto que ele esteja guardado em um lugar seguro e sabido por você somente. Ah... acho que nem preciso falar que espaços em branco não valem, correto? Nada, por exemplo, de instalar o Windows e deixar a senha de Administrador que dá acesso a todo o sistema operacional em branco, isso é uma grande mancada e tremenda falta de segurança.

Com o uso maçiço de computadores portáteis (notebooks e laptops) devemos atentar mais ainda para a segurança de nossos dados, devendo se possível configurar até uma senha de Setup para poder fazer a carga do sistema operacional do disco rígido. Imagine se somos roubados, ou até mesmo perdemos o nosso portátil e ele venha a cair nas mãos de pessoas inescrupulosas... daí adeus informações seguras se o Windows entra automaticamente quando ligamos o equipamento. É melhor prevenir do que remediar, não acham? Melhor pecar por excesso do que por negligência, dados atualmente são ativos valiosíssimos que podem fazer com que um cliente saiba tudo sobre a concorrência, se a ele tiverem acesso.

Abraços e até o próximo post, e não esqueçam... é momento para refletir!

sábado, 16 de maio de 2009

Por que Windows 7?


Em 14 de outubro de 2008, no Windows Team Blog (blog do time de desenvolvedores de programas da Microsoft-windowsteamblog.com/blogs/windowsvista/archive/2008/10/14/why-7.aspx), Mike Nash publicou qual seria o nome do novo sistema operacional da Microsoft que estava por vir. Disse ele ter declarado no dia anterior (13 de outubro de 2008) que o novo Windows se chamaria "Windows 7". Que este nome não possuía conotação cabalística nenhuma (segundo teorizavam alguns), que tudo tinha a ver com a linha de tempo dos SOs da Microsoft.

Vejamos: a primeira versão lançada do Windows foi o Windows 1.0, a segunda versão foi o Windows 2.0, a terceira foi o Windows 3.0.

Daqui em diante, segundo o próprio Mike Nash, é que as coisas começam a complicar nessa tão simples linha do tempo. Segundo ele, o Windows NT foi rotulado como a versão de número 3.1 (portanto, não contou como a quarta). Então veio o Windows 95, que foi codificado como Windows 4.0 (basta você teclar em Iniciar > Executar > digitar cmd, teclar em OK e, de dentro da tela de ambiente de texto que se abre, digitar o comando ver após o prompt de comando e teclar Enter, que então será mostrado na tela o código da versão do Windows instalado na máquina do leitor).

Depois do Windows 95, vieram o Windows 98, 98 SE e o "odiado" Windows Millennium, todos codificados como as versões 4.0.1998, 4.0.2222, 4.90.3000 (portanto, todas as versões 9x ainda são o Windows 4).

O Windows 2000 (uma grande nova revolução nos SOs da Microsoft, pois era um Windows bem leve e com suporte a variadas implementações as mais modernas) foi codificado como 5.0 (Windows 5), o Windows XP foi a versão 5.1 (ainda Windows 5) por conta, segundo a Microsoft, da ampla compatibilidade com as APIs da versão 2000 do Windows.

Chegamos portanto agora no famigerado (e odiado por alguns) Windows Vista, cuja versão foi chamada de 6.0 (Windows 6). Portanto, senhores leitores, acharam que seria lógico chamar a nova versão do Windows de Windows 7 por ser esta uma versão não de atualização mas sim, um significativo lançamento dentro da série de sistemas operacionais da Microsoft. O único porém, contudo, entretanto, todavia e entrementes é que, se você tiver instalado em sua máquina a versão de avaliação ou até mesmo a atual RC (release candidate, ou versão candidata ao lançamento) do Windows 7 e fizer como ensinei, ou seja, tentar no prompt de comando do antigo DOS (tela de texto) visualizar o número da versão do 7 você verá o número número 6.1 e não o esperado 7.0. Segundo a Microsoft, tal fato deve-se à compatibilização com as APIs do Windows Vista, que é a versão de número 6. Parece que tiveram problemas ocasionados pela atualização da versão de 5 para 6, quando do lançamento do Windows Vista, Esta simples troca do número de versão ocasionou várias incompatibilidades entre aplicativos com o novo sistema operacional da Microsoft. Estão tentando não errar novamente quando do lançamento do Windows 7, previsto para outubro de 2009.

Não esqueçamos que o Windows 7 não é visto pela Microsoft como uma simples "atualização" do Vista. O novo SO é todo um esforço maior de melhorar o design gráfico, a engenharia e a inovação do mesmo. O motivo do código da versão ser o número 6 é somente fazer com que os aplicativos sejam facilmente compatíveis com o novo SO.


Portanto, que venha o novo e tão esperado Windows 7 então!!!

Até o nosso próximo post, amigos leitores. ;-)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Windows 7, primeiras (e boas) impressões.

Fiz a instalação nesta semana do Windows 7 em um dos meus computadores de trabalho (produção), um notebook Itautec N8620, um equipamento simplório na aparência mas com uma configuração acima da média. Ele é Intel Centrino, processador Intel Core2 Duo T-5500, 160 GB de HD, 2 GB RAM DDR-2 Super Talent, tela de 15,4'' widescreen, wireless Intel a/b/g, leitor de cartão de memória, Firewire, 5 conexões USB, e-SATA, saída S-Vídeo, 1 slot para expansões do tipo Express Card, webcam de 1,3 Megapixels, microfones e alto-falantes embutido como já é de lugar comum nos atuais notebooks e laptops.

Gostaria de compartilhar com todos vocês as minhas impressões iniciais sobre este novo e tão aguardado sistema operacional da Microsoft depois da baixa aceitação do Windows Vista. Eu particularmente, acho o Vista muito bom de trabalhar e bem resolvido em termos de design gráfico além de possuir ferramentas muito interessantes que aumentam a produtividade do usuário (a indecação de tudo o que se encontra num Windows Vista é algo muito legal e precioso, basta começar a digitar o nome do aplicativo ou arquivo que o Windows já vai respondendo com a provável localização do mesmo), entre outras maravilhas de tecnologia de S.O. Os drivers, atualmente, não são mais nenhuma empecilho ao usuário do Vista, tudo funciona e funciona muito bem. Mas e quanto ao Windows 7?

O Windows 7 é um Vista muito melhor resolvido, por incrível que pareça. Tem tudo de bom do Vista, só que com um tempero muito mais picante. Estou achando excelente toda a usabilidade do S.O., todos os dispositivos físicos do meu notebook funcionaram sem nenhum problema com os drivers originais WDM da Microsoft. Apesar disso, eu peguei no site da Itautec todos os drivers para o Vista e fiz a instalação no Windows 7, sendo que o driver da webcam do meu equipamento possui um bug que só é resolvido com a instalação de um driver para Windows 2000. E qual não foi a minha surpresa? Instalou e funcionou perfeitamente sem nenhum problema, sem lerdeza e nem travamentos. Depois disso tudo feito, instalei alguns aplicativos básicos que tornassem o meu micro mais "funcional" (Linux!!!! rs), ou seja: live messenger (MSN), foxit reader (PDF), skype (VOIP), visualizadores do Word, Excel e Powerpoint, atualizações de segurança e o navegador Firefox para navegar na internet com mais recursos através da instalação dos Complementos, é claro.

Até agora, as impressões são as melhores possíveis. O notebook está trabalhando como se estivesse com o Windows XP, apesar de que eu não tenho nada a reclamar do Vista neste equipamento (deu algumas poucas "telas azuis" desde que foi por mim adquirido, em janeiro deste ano de 2009). Mas no caso do Windows 7, nenhum sinal de instabilidade. Nenhuma bendita tela azul, alguns poucos travamentos no Firefox somente-será que ele dá "pau" propositalmente pra fazer com que venamos a utilizar somente o Internet Explorer 8? É, coisas de Microsoft... quem saberá responder.

Portanto, até o momento encontro-me por demais satisfeito com o Windows 7. Espero postar mais outros artigos de análise durante o período de avaliação (Junho de 2010), de resto todo o design gráfico dele é muito bem resolvido. As telas do Desktop (área de trabalho) vão mudando aleatoriamente num tipo de "slideshow", a barra de tarefas é diferenciada do que se conhece até hoje nos sistemas operacionais da Microsoft, entre outras coisas mais.
Até um próximo post, amigos leitores. ;-)