A vida é muito estranha, e quando nós menos esperamos ela nos revela grandes surpresas, agradáveis ou não. Hoje não vou falar de política, economia ou coisa que o valha. Meu desejo é falar das coisas do coração, coisas estas que muito me agradam por sua complexidade de atos e fatos. Todos nós seres humanos vivemos em busca da felicidade, e essa felicidade tem várias "faces" dependendo da pessoa. Cada um tem o seu ponto de vista, as suas imagens formadas sobre o que chamar de felicidade.Eu chamo por felicidade a presença de uma "cara metade" ao meu lado, uma mulher amante, companheira, amiga, inteligente, sensível e fico aqui pensante sobre o preço que se deve -e possa -pagar por tal felicidade. Eu tive o prazer de conhecer alguém a quem considero a minha cara metade, minha verdadeira alma gêmea. Mas é estranho sentir e perceber que tal pessoa angelical e de presença desejável por toda uma vida esteja tão próxima mas, ao mesmo tempo, tão distante. São aqueles caprichos da vida, do destino, caprichos estes que nunca esperamos encontrar mas que nos vêem nos momentos mais inoportunos e sem avisar. É muito difícil saber que a felicidade está ao nosso alcance mas não podermos tomar parte dela, não podermos tomá-la por consorte e extravasar todos os desejos mais recônditos de nosso coração em uma louca e alegre explosão de felicidade.
Existem pessoas de todo o tipo, existem aqueles que são racionais e outros que são emocionais. Me coloco no campo dos emocionais, daqueles que falam não com a boca mas sim, com a voz do coração. Por mais que digam o contrário, que entre a razão e o coração deva imperar a razão, eu quem vos escrevo sou totalmente contrário a tal pensamento e meio vivendis. Sou emocional, falo com o coração, mas infelizmente me vejo forçado a agir como um adulto que pondera os seus atos pesando numa balança os racionais e os emocionais. Infelizmente, é o preço que se paga por ser adulto. Vivemos sempre com nossas vidas pesadas nessa balança do destino, pendendo ora para o lado da razão, ora para o lado do coração.
Cara metade, se você imaginasse o quanto a amo não desistirias tão facilmente de mim. Se verdadeiramente imaginasses o quanto a amo, voltar-te-ias pra balança do destino e pesarias a razão e o coração, vendo que o lado bom tende sempre a pesar-por menor que seja a diferença-mais que o lado ruim. E qual lado é o bom se não o lado inocente e sincero do coração? E qual não é o lado ruim, se não o lado impiedoso da razão aprisionante dos desejos e sentimentos? Tenderias portanto, por escolher e tomar para ti o lado do coração.
Pois é, senhores e senhoras, amigos e amigas leitores, digo-vos com toda a força da voz do MEU coração que, entre a razão e o coração, prestem mais atenção à voz do segundo. Tenho certeza de que nunca se arrependerão, que sentir-se-ão por demais deleitosos em viver suas vidas agindo pelo lado da fé, que é alimento do coração. Não sejam demais racionais para que não venham a destruir o brilho especial que a fé do coração coloca na face das pessoas.
Obrigado pelo seu precioso tempo e atenção, e até o próximo post. ;-)







